Agosto 2026
Olá amigas e amigos
Aqui estão 50 textos poéticos (haicais, tercetos, poemas e microconto) referentes ao mês de Agosto de 2026.
Todos estão postados no Instagram em @sergiofpichorim em forma de fotohaicais.
Curtam e sigam lá 😊👍
Boa leitura.
Fiquem à vontade para replicar, curtir e comentar.
Obrigado. Matsuki Pichorim. 🌲
O vento venta,
o sol esquenta...
e eu? sentado na pedra.
1.8
Entre Suras
e Sutras
Kuan Yin
e Maryam
Minhas (Nossas)
Senhoras.
1.8 obs: uma viagem a Foz do Iguaçu
Soam sobre a ponte
arpejos em sol maior.
Harpa paraguaia.
2.8
En Puerto Iguazú
ningún ipê yo encontré.
Lapachos rosados.
2.8
Um Buda
Para não pisar
na pequena lagartixa...
se petrificou.
2.8 no Templo Chen Tien
Vagamos pelos lados:
virtual-real, terra-água,
inverno-primavera,
vestidos-pelados.
3.8
O peixe morto
aguarda a maré alta,
pra descansar em paz.
3.8
O sol matinal
é uma bola sem brilho.
Neblina na praia.
4.8
A maré mais baixa.
O sol também está preso
no aquário de pedras.
4.8
o real é irreal
realmente
o surreal é real
5.8
Caldo da Amizade.
Quem ajuda e partilha
dá gosto à vida.
5.8
O campo seco
hoje todo colorido.
Varal dos ciganos.
6.8
A noite aquecida
com vinho, sopas e amigos.
Tijucas do Sul.
6.8
Ave Maria,
cheia... de...
Nossa! Que lua cheia!
7.8
Obs: Quando a Oração do Angelus, às 18 horas, é interrompida...
Dia alongando...
o passeio dos cachorros
ganha outras quadras.
7.8 Haicai Brasileiro 13.8.2026
No muro da esquina,
o cipó-de-são-joão
verte-se em cores.
8.8
A chuva gelada
e a água bem quentinha...
chá das quatro horas.
8.8
Noite adentro...
o escorpião rasteja
para o poente.
9.8
Bordo bem vermelho.
Bandeirinhas canadenses
em pleno Brasil.
10.8
Manhã de inverno.
Nenhum som nem movimento,
o tempo parou.
11.8
Na pilha de lenha
um gato espera o sol...
o sol que não vem.
12.8
Eclipse total.
O sol seguirá oculto
por vários dias.
12.8
Pela janela
do terceiro andar.
Um arco-íris.
13.8
Um cachorro morto
à beira do acostamento.
Alguns urubus.
13.8
Ao entardecer
os contornos no horizonte...
distantes pinheiros.
14.8
Úmido e sombrio
assim é meu coração...
avenca miúda.
15.8
Tarde de garoa.
Incontáveis gotículas
sobre a japona.
15.8 obs: um paranismo para jaqueta.
As sobras do inverno
consumidas pelo fogo.
Pilha de sapés.
16.8
Dia alongando...
O sol ilumina a cruz
e ela, a alma.
16.8
Neblina no mar.
Ancorados na baía
os barcos fantasmas.
17.8
Sob o pé de ipê...
vestidos de bailarinas
todos cor-de-rosa.
18.8
Pequena lesminha
na salada de agrião.
Está tão perdida!
19.8
Rio Miringuava.
Era tanta seca que o
rio minguava.
20.8
Varetas de incenso
com milhares de anseios.
Aroma de sândalo.
21.8
Dia alongando...
O sol ilumina a lanterna
e ela, a mente.
22.8
Criaturas míticas,
quanta imaginação!
Dia do folclore.
22.8
ALTISTA
Era autista
o contrabaixista.
Tocava alto
a música, a alma.
Um artista.
23.8
Uma muda nova
de ipê recém-plantada.
As primeiras flores.
24.8
Amarelo, atenção!
Vermelho, pare!...
e contemple o sol poente.
25.8
Risco um graffiti
na esquina virtual.
Primeiro haicai.
25.8 Homenagem aos 30 anos da Revista Eletrônica de Haicai (kakinet), onde postei meu primeiro haicai, no Graffiti, em 1999.
Conversa de louco.
Eu falo à minha consciência,
mas ela não me escuta.
26.8
Aos pés do ipê
um grupo de estudantes.
flores nos cabelos.
26.8
Se perdem, se escondem
na grande sombra do eclipse.
Vultos ao luar.
27.8
A sombra da terra
na lua eclipsada...
a nossa também.
27.8
Um grito no ar
para a grande lua cheia.
Instinto de lobo.
27.8 noite de eclipse
Pó de arco-íris...
foi o que eu vi na
tela da TV.
28.8
Final de inverno.
Posso ver o sol poente
na volta pra casa.
29.8
Não bebo leite branco.
Assim como o Galileu,
eu prefiro vinho
bem vermelho.
30.8
Tão logo abri
o pote de mel...
uma abelha.
31.8
Caem pétalas,
flores, folhas e cabelos...
Na vida, muitas quedas.
31.8
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