Agosto 2024

 Olá colegas!

Aqui estão 40 haicais/tercetos, poemas e tankas referentes ao mês de Agosto de 2024. 

Muitos estão postados no Instagram em @sergiofpichorim

Curtam e sigam lá 😊👍

Boa leitura.  

Fiquem à vontade para replicar, curtir e comentar.

Obrigado. Matsuki Pichorim. 💚


Sobre a coxilha

um cavalo branco imóvel.

Os campos bretões.

1.8 em Bratton Camp, UK


Estrada de saibro.

As azaleias floridas

onde bate o sol.

1.8


Séculos de guerra

ou só um dia da flor...

Bela é a paz.

2.8 no Castelo de Conwy


Um gato parado 

em frente às azaleias.

Que foto daria!

3.8


Tarde de Agosto


Nosso ipê rosa

enfim floriu o jardim.

Todos estão prosa.

3.8 um guilhermino clássico.


Final de domingo

no rádio a nostalgia...

Gita de Raul.

4.8


Pedras milenares

insensíveis ao vento.

A relva vibrante.

5.8 em Stonehenge.


Veste o cachecol

tricotado pela mãe.

"Se cuide meu filho".

6.8


A cascata seca

cochicha os seus segredos.

Silêncio na mata.


Os murmúrios e sussurros

correm em um fio de água.

7.8 (tanka)


Eu escrevo para todos

os tipos de leitores:

Desde Laser a QR code.

8.8


Trilha pela mata.

Poesia e ecologia

seguem lado-a-lado.

9.8


A sombra alinhada

com o tronco da araucária...

Tarde de inverno.

10.8


Último Fio de Luz


A ave pousou 

no mais alto fio de luz.

Fim do sol poente!

11.8


Quando a abelha pousa

a pequena flor se curva.

Uma reverência.

12.8


No velho jardim

uma nova esperança...

cipó-de-são-joão.

13.8


Leminskando 8.0


  quando LEio isso

     sinto em MIN o sabor

de um velho whiSKI

14.8


vazio profundo

eu ando meio 

cheio do mundo

15.8 


de Maoski a Leminski


meu sangue polaco

que minha vó me deu...

é valente e livre, tão 

vermelho como o seu.

16.8 referente ao poema "para a liberdade e luta"


Queimada distante.

Flocos de cinza caindo

no varal de roupas.

17.8


Pedra vadia.

O sol a esquenta

a lua a esfria.

17.8


melancia

me lambuzo

e me sacia

18.8


A lua gigante

não deu pra fotografar.

Guardo na memória.

18.8


mamãe.

o pé de mamão

não tem pé nem mão.

19.8


No palco da vida

repete-se o espetáculo.

O sol no horizonte.

19.8


queimando esse sapé

só tiro

o que lhe deu o sol

20.8


Do andar de cima

o au-au-au para baixo...

Pets de apê.

20.8


cheirando essa flor

só sinto

o que lhe deu a primavera

21.8


No final da rua

entre as luzes urbanas...

a lua gigante.

21.8


duas pétalas no chinelo

o verão 

também quer relaxar

22.8


cabelo que me cai

em cada fio

um novo haicai 

23.8


bebendo um gim

eu lia Leminski...

e Ele lia pra mim.

24.8


As hortênsias rosas

ofereço para ti...

meus jardins alheios.

24.8 Feliz aniversário Luciana M.P.


Sobre os trilhos

passam trens... entre eles,

a primavera.

25.8


Praça cheia de

desocupados e ocupados...

uns vão outros veem.

26.8


O sol se põe entre

a poluição urbana...

nenhum horizonte.

27.8


De zero a vinte

em poucas horas do dia.

Inverno cruel.

28.8


Também o fugaz

deixa marcas no eterno.

Tábuas no concreto.

29.8


Volte, volte, volte...

Diz a mente à consciência

na medi(s)t(r)ação.

29.8


E lá vem ela.

A corruíra anuncia

a primavera.

30.8


Noite de agosto

com gosto de amizade.

Sopa de feijão.

31.8


😊🌸🍀🌸😊

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