Setembro 2020

 Disco da Vanusa

roda na velha vitrola...

Manhã de setembro.

1.9


Bromélia litófita

não plantada nem cuidada...

delicada e forte.

2.9


O frio persistente

mantém a lareira acesa...

Café matinal.

3.9


Campo de altitude.

O vento que vem do mar

provoca arrepios.

4.9


A serra no inverno

aguarda reclusa a

nova estação.

5.9


Úmido e frágil,

vermelho e enrolado nasce...

Feto arbóreo.

6.9


Fim de acampamento.

A fogueira pro marshmallow

agora é cinza.

6.9


Residência ou morte!

Em tempos de pandemia

a história revista.

7.9


A relva já seca

deixa o campo dourado.

Riqueza no olhar.

8.9


Rebrota o xaxim.

O círculo da vida é

uma espiral.

9.9


O sinal aberto...

o ipê amarelou.

Parei para ver.

10.9


Hoje o sol se põe

entre a palmeira e o pinheiro.

Logo é primavera.

12.9


Mas que confusão!

Sabiá dentro de casa

mais eu e o cão...

13.9


A rua deserta.

A florada do ipê

todinha pra mim.

14.9


Uma sinfonia

de melodias cromáticas.

Muitas sabiás.

15.9


Festa no quintal.

O doce sabor vermelho

vem da pitangueira.

16.9


Uma simples flor

de um dente-de-leão...

Mas são muitas flores.

17.9


Na roça as verduras

plantadas em fileiras...

Arco-íris verde.

18.9


Eis que chegou

o momento da colheita.

Dias de secura.

19.9


O que era flor

agora se torna abelha.

Ficará a vida.

20.9


É dia da árvore...

A humanidade cresce

e elas padecem.

21.9


Mar de primavera.

No entardecer o sol

e o seu alter ego.

25.9


No entardecer...

o barco e os pescadores

regressam do mar.

27.9


Na areia da praia

a disputa por comida.

Garça e urubus.

30.9

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